quarta-feira, 3 de junho de 2026

Balança a rede - Luiz Gonzaga (Ô véi macho - 1962)

 Balança a rede pro menino não chorar
Oi, balança, o menino Sinhá

Eu fui menino tão mimado e manhoso
Criado dengoso cresci sem apanhar
E minha mãe, se eu choromingava
Depressa mandava a Sinhá me embalar
Balança, Sinhá

Oh oh oh oh oh...
Oh oh oh oh oh...

Balança a rede pro menino não chorar
Oi, balança, o menino Sinhá

Depois de grande nunca mais fui mimado
Mundo malvado, só faz me maltratar
Vivo chorando, tropeçando na vida
Sem mamãe querida pra me embalar
Balança, Sinhá

Oh oh oh oh oh...
Oh oh oh oh oh...

Pobre cantador - João Silva (Forró com malícia -1980)

Canta a cigarra pedindo sol
Canta o clarão pedindo pra chover
Por isso canto a vida inteira
Procurando quem me queira
Queira ser meu bem

Coisa feia, mal e triste
É a tal da solidão
Sempre vem devagarinho
Sem pedir forma seu ninho
Dentro do meu coração

Por aí quem tiver pena
Desse pobre cantador
Mande um verso uma cartinha
Receba lembranças minhas
Desde de já, do seu amor.


terça-feira, 14 de abril de 2026

A voz da razão - Osvaldo Oliveira (É caco pra todo lado - 1969)

No dia que eu não lhe vejo
Mais aumenta meu desejo
E o meu padecer (não sei porque)

Eu fico tão desesperado
Tão acabrunhado
Eu fico em tempo de morrer (veja você)

Meu bem essa distância que nos separa
Não a jeito que de jeito
D'eu me acostumar

Pois eu preciso de você
Como a flor precisa do orvalho
Como o peixe precisa de nadar

Vem meu coração reclama
Veja quem lhe chama
É a voz da razão

Meu peito está queimando em chamas
Que parece até a seca
Lá do meu sertão.