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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Balança a rede - Luiz Gonzaga (Ô véi macho - 1962)

 Balança a rede pro menino não chorar
Oi, balança, o menino Sinhá

Eu fui menino tão mimado e manhoso
Criado dengoso cresci sem apanhar
E minha mãe, se eu choromingava
Depressa mandava a Sinhá me embalar
Balança, Sinhá

Oh oh oh oh oh...
Oh oh oh oh oh...

Balança a rede pro menino não chorar
Oi, balança, o menino Sinhá

Depois de grande nunca mais fui mimado
Mundo malvado, só faz me maltratar
Vivo chorando, tropeçando na vida
Sem mamãe querida pra me embalar
Balança, Sinhá

Oh oh oh oh oh...
Oh oh oh oh oh...

Pobre cantador - João Silva (Forró com malícia -1980)

Canta a cigarra pedindo sol
Canta o clarão pedindo pra chover
Por isso canto a vida inteira
Procurando quem me queira
Queira ser meu bem

Coisa feia, mal e triste
É a tal da solidão
Sempre vem devagarinho
Sem pedir forma seu ninho
Dentro do meu coração

Por aí quem tiver pena
Desse pobre cantador
Mande um verso uma cartinha
Receba lembranças minhas
Desde de já, do seu amor.


quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Viva meu padin - Luiz Gonzaga (Forró de cabo a rabo - 1986)

Olha lá no alto do Horto
Ele tá vivo
Padin não tá morto

Viva o meu padin
Viva o meu Padin' Ciço Romão

Viva o meu padin
Viva, também, Frei Damião

Eu, todos os anos
Setembro, novembro
Vou ao Juazeiro
Alegre e contente
Cantando na frente
Sou mais um romeiro

Vou ver meu padin
De bucho cheio
Ou barriga vazia
Ele é o meu pai
Ele é o meu santo
É minha alegria

Benito de Paula, você virou romeiro, meu irmão
Juazeiro lhe espera de braços abertos


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

A carta - Luiz Gonzaga (Sanfona do povo - 1964)

Na carta perfumada que deixaste sobre a mesa
Veio a certeza de tua traição
Minhas lágrimas caíam teimosas
Sobre as folhas cor-de-rosa escritas por tua mão

Partiste mas minha alma seguirá teus passos
Onde estiveres, eu estarei contigo
Hás de guardar uma saudade minha
Tua lembrança ficará comigo

Falado:
Não penses mais em mim
Seria inútil, pois nunca te amei
O que houve entre nós dois foi apenas fantasia
Nosso passado terminou como termina
Todas as ilusões
Doravante seguiremos caminhos diferentes
Não me procures, seria uma desilusão a mais.

E esta palavra, no fim da carta
Manchada pelo pranto meu
Esta palavra que me tortura é adeus.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Noites brasileiras - Luiz Gonzaga (Série Youtube)

Noites brasileiras (Zé Dantas/ Luiz Gonzaga)
LP - Luiz Gonzaga canta seus sucessos com Zé Dantas (1959)

Ai que saudades que eu sinto
Das noites de São João
Das noites tão brasileiras nas fogueiras
Sob o luar do sertão
Das noites tão brasileiras nas fogueiras
Sob o luar do sertão
Meninos brincando de roda
Velhos soltando balão
Moços em volta à fogueira
Brincando com o coração
Eita, São João dos meus sonhos
Eita, saudoso sertão, ai, ai.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Terra, vida e esperança - Luiz Gonzaga (Danado de Bom - 1984)

Estou no cansaço da vida
Estou no descanso da fé
Estou em guerra com a fome
Na mesa, fio e mulher
Ser sertanejo, senhor
É fazer do fraco forte
Carregar azar ou sorte
Comparar vida com morte
É nascer nesse sertão
A batalha está acabando
Já vejo relampear
Abro o curral da miséria
E deixo a fome passar
O que eu sinto, meu senhor
Não me queixo de ninguém
O que falta aqui é chuva
Mas eu sei que um dia vem
Vai ter tudo de fartura
Prá quem teve hoje que não tem

sábado, 8 de junho de 2019

Amei a toa - Luiz Gonzaga (Sanfoneiro macho - 1985)

Amar é coisa boa
Só nunca foi pra mim
Ai, como amei à toa
Ai, como foi ruim
Se hoje vivo a esmo
Sem ter a quem amar
Culpado sou eu mesmo
Por não saber amar.

sábado, 25 de maio de 2019

Ranchinho de palha - Luiz Gonzaga (A festa - 1981)

Ranchinho de paia
Que abriga você
Nas paia de coqueiro
Que só a lua nos vê

Ranchinho de paia
Onde tudo é amor
A beleza da praia
E o canto do pescador

Ranchinho de paia
Onde o chão é de areia
Onde nós dois se agasalha
Nesta casinha tão feia

Mas pouca gente é feliz como nós
Um canta pro outro
E do vento escutamos a voz

Acácia amarela - Luiz Gonzaga (Eterno cantador - 1982)

Ela é tão linda é tão bela
Aquela acácia amarela
Que a minha casa tem
Aquela casa direita
Que é tão justa e perfeita
Onde eu me sinto tão bem
Sou um feliz operário
Onde aumento de salário
Não tem luta nem discórdia
Ali o mal é submerso
E o Grande Arquiteto do Universo
É harmonia, é concórdia
É harmonia, é concórdia".