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terça-feira, 14 de abril de 2026

A voz da razão - Osvaldo Oliveira (É caco pra todo lado - 1969)

No dia que eu não lhe vejo
Mais aumenta meu desejo
E o meu padecer (não sei porque)

Eu fico tão desesperado
Tão acabrunhado
Eu fico em tempo de morrer (veja você)

Meu bem essa distância que nos separa
Não a jeito que de jeito
D'eu me acostumar

Pois eu preciso de você
Como a flor precisa do orvalho
Como o peixe precisa de nadar

Vem meu coração reclama
Veja quem lhe chama
É a voz da razão

Meu peito está queimando em chamas
Que parece até a seca
Lá do meu sertão.

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Papelão do Ludugero - Osvaldo Oliveira (Eterna lembrança do norte - 1961)

Que papelão que o Ludugero fez comigo
Eu também fiz um papelão com Ludugero

Eu fui sambar na Trizidela na casa do seu Tibero
Tava dançando com Helena quando gritou Ludugero
Tu vai procurar outro par sujeito enxerido
Porque com Helena eu não quero
Agora veja, isto no meio do povo
Eu fiquei apertadinho que nem um pinto no ovo
Mais era feio eu correr na frente da moça
Bati prevendo que o sujeito Ludugero
Estou cantando e ele está no cemitério

Helena é linda pra danar, é a rainha da beleza
Dançava comigo por delicadeza
Vejam só, que o rival de Ludugero é o Armando
Mais eu fui quem caiu no xilindró na Trizidela
To vendo o sol nascer quadrado
E Armando se casou com ela.


sexta-feira, 26 de maio de 2023

A beleza da rua - Osvaldo Oliveira (Os melhores do Nordeste Vol.02 - 1970)

Ela é a beleza da rua
Ela é tão linda que parece a lua
É a beleza da rua
Ela é tão linda que parece a lua

Ela e dona da beleza, pode se julgar bonita
Manda em tudo que é meu, só ela mesmo quem grita
É minha vida, só ela mesmo quem grita
Que ela é dona da beleza e pode se julgar bonita

Ela não sai do meu pensamento
Nosso caso já está cheirando a casamento
Olha que ela é de cor morena
Olhos castanhos, tem um cabelo bom tamanho
E ela é minha pequena

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Preferiu a boemia - Abdias (Eu de cá, você de lá - 1968)

Tenho pena da minha Maria
Preferiu a boemia
E deixou o nosso lar
E hoje ela vive lamentando
Nas ruas perambulando
Bebendo nas mesas de bar

Ela não quis mais viver comigo
Eu não sou seu inimigo
Porque ela procedeu assim
Ela sente remorso
E de mim nunca se esquece
Mas quando a cabeça não pensa
E o corpo que padece.