segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Vida Boa - Assisão (Faz e diz - 1977)

Vamos aproveitar que a vida é boa
Não fique a toa, sem ter ninguém
Vamos aproveitar que o tempo voa
você precisa, de amar alguém

Deixe de viver triste pensando
Teve pé no desengano
E venha curtir também

Quem vive assim como você
Sei que precisa amar alguém
Se você deseja ter um bem
Largue a tristeza e venha dançar também

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

A carta - Luiz Gonzaga (Sanfona do povo - 1964)

Na carta perfumada que deixaste sobre a mesa
Veio a certeza de tua traição
Minhas lágrimas caíam teimosas
Sobre as folhas cor-de-rosa escritas por tua mão

Partiste mas minha alma seguirá teus passos
Onde estiveres, eu estarei contigo
Hás de guardar uma saudade minha
Tua lembrança ficará comigo

Falado:
Não penses mais em mim
Seria inútil, pois nunca te amei
O que houve entre nós dois foi apenas fantasia
Nosso passado terminou como termina
Todas as ilusões
Doravante seguiremos caminhos diferentes
Não me procures, seria uma desilusão a mais.

E esta palavra, no fim da carta
Manchada pelo pranto meu
Esta palavra que me tortura é adeus.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Nessa solidão - Edson Duarte (Pau de sebo - vol. XV - 1981)

 Acendi a fogueira pisei na brasa e não me queimei
Fiz tanta promessa, furei a bananeira e meu amor não vem
Oh meu São João que mal lhe fiz pra viver assim
Nessa solidão sem amor no coração o que será de mim
É lenha é fogo é brasa é cinza no chão
É balão subindo e eu na solidão.

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Sanfona triste - Trio Nortista (Encontrei tu - 1971)

Sanfona deixa de tocar tão triste
Você é a minha dona
Se meu amor não existe

Sanfona ciumenta, arruaceira
Mas tão boa companheira
Para quem esta tão triste

Sanfona, falsidade eu não nego
Em você mesmo eu só pego
Quando estou na solidão

Assim mesmo você é minha animação.

terça-feira, 29 de junho de 2021

Minha Dita é desse jeito - Cachimbinho e Livardo Alves com seu Grupo Peneira (Com muito amor e pimenta - 1991)

Responde o coco macacada iôiô
Responde o coco macacada iáiá

Não tem dito e nem estrela nosso mundo é ilusão
É uns probres como Jó outros ricos de milhão
Se (não reconheço a palavra) pintou estrelas é pra uns e outros não

Ando procurando a Dita mas ela não me conhece
Quando chego perto dela a Dita desaparece
Quando eu desço a Dita sobe quando eu subo a Dita desce

Ando procurando ela mas ela não me convém
Se eu me bulo ela se bole quando eu não tenho ela tem
Quando eu não vou ela vai quando eu não volto ela vem

Ando procurando ela mas nada de eu encontrar
Quando eu quero ela não quer quando eu peço ela não dá
Quando eu não vou ela vai quando eu não tô ela tá

Minha Dita é diferente é uma das outras desiguais
Boto muito ela quer pouco se tem menos ela quer mais
Eu procuro ela na frente a danada tá atrás

Não tem dito e nem estrela isso já vem de além
Cadê que uma moça rica casa com pobre também
Ela só casa com rico que o rico também tem

Não tem dito e nem estrela assim eu vou avisar
A estrela que eu conheço é a do céu e do mar
Estrela igualmente a essa não teve, não tem, nem há

Não tem dito e nem estrela minha sorte é um mapinha
Jogo vaca dá cavalo jogo peru dá galinha
Minha estrela é atrapalhada o sorte ruim essa minha.








quinta-feira, 3 de junho de 2021

Ninguém é demais - Dominguinhos (Fim de festa - 1964)

Ninguém nesse mundo é demais
Ninguém vive só por querer
Então pra que condenar
Alguém que o destino não deu
O direito de ter um lar

Eu já tive o meu e perdi
Pensei ser feliz no amor
Mais veio um tufão de ciúmes
Meu mundo dourado se desmoronou

Ai de quem nesta vida sofreu
Os efeitos de um vendaval
Se não fosse alguém que preenche
Lacunas deixadas por um temporal.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Noites brasileiras - Luiz Gonzaga (Série Youtube)

Noites brasileiras (Zé Dantas/ Luiz Gonzaga)
LP - Luiz Gonzaga canta seus sucessos com Zé Dantas (1959)

Ai que saudades que eu sinto
Das noites de São João
Das noites tão brasileiras nas fogueiras
Sob o luar do sertão
Das noites tão brasileiras nas fogueiras
Sob o luar do sertão
Meninos brincando de roda
Velhos soltando balão
Moços em volta à fogueira
Brincando com o coração
Eita, São João dos meus sonhos
Eita, saudoso sertão, ai, ai.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Piedade - Alessandro Brito

Cai o fim de tarde
Tarde triste nordestina
Triste porque estou longe
Longe da minha menina

Esse céu que me ilumina
Ilumina sua cidade
Cidade do Recife
Recife da piedade

Pra matar essa saudade
Saudade que aperta o peito
Aperto o passo sigo a estrada
Estrada do teu leito.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Até breve seu Vavá! - Alessandro Brito

 Sua obra vai muito além da roupagem que a mídia vendeu, seu duplo sentindo nunca envergonhou, pois, só o entendia aquele que tivesse a malícia dentro de sí, sendo assim, seus shows poderiam ser assistidos por crianças, que iriam rir, não do duplo sentido, mas da sua irreverência. O mungagueiro, era irreverente dentro e fora dos palcos. 

Poderia fazer uma lista gigante, de tanto que gosto de sua obra, mas vai aqui algumas sugestões:

O LP Mungangueiro pra daná (1970) ele lança a brasa "Lei do divórcio", dele e do Joca de Castro, um tema escandaloso pra época.
O LP Ralador de coco (1974) ele catuca a ferida com "Sertão em flor".
O LP Aqui tem catimberê (1975) tem "Tenente Bezerra" do gênio Gordurinha, uma tremenda brasa.
O LP Caldinho de mocotó (1985) com regência do Sivuquinha, "Tô te amando" dele e do Cecilio Nena, um música absurdamente "brega" com a cara do nordeste e com as partes faladas características do Seu Vavá, uma música pra grudar a cabrocha e dançar na "seducência".

Até breve seu Senador do Rojão!

P.S.: Nesses último tempos se foram:
Zé Calixto - 14/12/2020
Josa Vaqueiro do Sertão - 10/11/2020
Geraldo Correia - 13/09/2020

A pergunta que fica é: O que temos de renovação?

Sertão em flor - Genival Lacerda

Até breve Seu Vavá!
15/04/1931
07/01/2021

Também longe no passado
Bem pertim do coração
O meu gado e o meu roçado
Eu larguei lá no sertão

Sufri, sufri, quando a seca me aperrriou
Fugi, fugi e a saudade mais me castigou

Falado: Tem nada não, eu vou voltar, lá é que é bom!

Deus é grande eu vou voltando
Dizem que tudo mudou
Que os roçado tão brotando
E o sertão se transformou

Floriu, floriu, meu sertão está se abrindo em flor
Plantai, plantai que a colheita agora é paz e amor.

Falado: Eita Piancó!

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Trio Camaradas - Vitrola envenenada

Com o forró veneno vamos balançar
E com o trio nordestino o baile vai começar
Eu danço Chap Chap pra me aquecer
Um gole de catuaba pra encorajar
Ao som de Antonio Barros é que eu esculacho
Conduzindo a forrozeira pego em cima piso embaixo
O Zito Borborema pra me derreter
E a chinela vai cantar até o dia amanhecer

Nesse forró eu vou me envenenar
No chiado da bolacha todo mundo vai dançar
É disco na vitrola pra poder fazer
Nossa cultura nordestina se fortalecer

De olho no relógio já são quase três
Vejo um cabra preparando um vinil da Marinês
Malandro vou chegando na beira da pista
Ah rainha do xaxado não há quem resista
Fito uma galega linda a bailar
Com um cabra engessado que mal sabe caminhar
Acaba aquele xote e eu entro em cena
Ela me diz estou cansada só mais tarde, não tem problema

A lua vai  simbora já raiou o dia
Na pisada da sanfona de 8 baixos do Abdias
Vem o santo Zinho o rei do gogó
Arrisco um xote balançado com o Trio Mossoró
Já vai se assentando aquele poeirão
E o DJ anuncia a sua última sessão
Eu chamo a galega que me disse não
Danço "matuto aperreado" de Luiz rei do baião



terça-feira, 2 de junho de 2020

Sem orgulho e sem maldade - Zenilton (Cachaça também mata - 1978)

Nascendo e Vivendo
Morrendo sem aprender
Pensa que sabe tudo
Falta tudo pra saber

Quanto mais o tempo passa
Você tem o que aprender

Deixa de tanta maldade, irmão
Para irmão nós somos todos iguais
Só falta compreensão

Quem planta abacaxi
Não pode colher mamão

Sem orgulho e sem maldade
Vamos defender o pão
Quem trabalha Deus ajuda
Não viva de ilusão
O pensamento sadio
Alimenta o coração

Forró em Campina - Zito Borborema (Forrozão - 1973)

A festança estava uma beleza
No forró da Zefa Tributina
Uma dona valente de Campina
Que no barulho tem disposição
Está noite chegou um valentão
Que vinha lá da banda das Areia
Óia o cabra já vinha de cara cheia
E entrou no forró sem permissão
Mas Zefa Tributina disse não
Cabra de sua laia aqui não dança
Ele então respondeu com uma dragança
Ou eu danço ou acabo com a festança
De repetente chegou o cabo Chico
Com todo seu destacamento
Que fazia o policiamento
Para manter a ordem no forró
O cabra pensava que estava só
De momento tornou-se um cordeiro
De repente veio o vento e apagou o candeeiro
No escuro ninguém se entendia
Foi pesada e grossa pancadaria
Nego que apanhou de fazer dó
E o cabra que fez toda arruaça
Foi curtir a cachaça no xilindró.

Falado: Menino a Zefa Tributina danou-se e disse: -Cabo Chico, pega esse cabra, dele umas lapicochada pra mostrar a ele que forró de mulher não se acaba com brincadeira.

Minha Campina Grande - Zito Borborema (Forrozão - 1973)

Eu vou deixar minha Campina Grande
Levo muita saudade no meu coração
Levo saudade do banho de bodocongó
Do caldo de mocotó la na volta Zéliar
Levo saudade do bairro do Jeremias
Do forró da velha Antonia
Onde tinha nega boa pra gente sambar
Levo saudade da cana camaranhense
Aguardente feita de cana muito boa especial
Levo saudade do picado lá da feira
E também da gafieira lá do Guarani
Levo saudade do treze da borborema
Do cavaquinho de Duduta e do violão do Valdir.

É só saudade - Zito Borborema (Alegria da festa - 1978)

Vi o riacho correndo
Quando o inverno chegou
Vi também tudo morrendo
Quando o riacho secou
Foi aí que disse adeus
Ao pedacinho de terra
Que ficou lá bem distante
Do sertão no pé de serra
E agora é só saudade
Que me invade o coração
Meu amor minha amizade
Ficou naquele sertão

Quem me dera saudade
Fosse embora de uma vez
Ou que fosse me deixando
Cada dia e cada mês
Juro por nossa senhora
Do sertão nunca esqueci
Mas seca me devora
Vou ficando por aqui
E agora é só saudade
Que me invade o coração
Meu amor minha amizade
Ficou naquele sertão

Sem teu amor - Zito Borborema (Os dois agarradinhos)

Vivo sozinho no mundo
Sem ninguém pra me amar
Só encontro amor fingido
Para me fazer chorar
Já sofri mas não chorei
Mas nunca me esquecerei de quem não me soube amar

Viver sozinho nesse mundo é muito ruim
E sem amor a gente não pode viver
Viver assim sem teu amor eu vou morrer

Saudades de Recife - Zito Borborema (Os dois agarradinhos)

Tenho saudade lá do meu Recife
Da Veneza brasileira

Tenho saudade da ponte giratória
Mercado São José e praça da Independência
É lá que o frevo impera com cadência
Ah se eu tivesse no Alto da Boa Vista
Olhando as belezas que lá veneram
Vendo o Capibaribe
Mostrando suas águas atraente e bela
Ah se eu tivesse na praia do Rio Doce
Na praia de Olinda, Pina e Boa Viagem
Ah se eu tivesse também em Gaibú
Onde comi caju com cachaça de cabeça
E comi uma peixada feita no coco com pimenta malagueta

Coisas do Norte - Marinês (Coisas do norte - 1963)

No norte tem muita coisa
Que tem nome diferente
Que se ouve todo dia
Da boca daquela gente

O cachorro mamegoso
Facassei ponta que sé
História  antiga é trancoso
Sujeito feio é melé
Cigarro apagado é piaba
Carteira velha é bruaca
Cheiro de cana é mangaba
Suor concentrado é inhaca

Guarda chuva é parteira
Fumo fraco é boró
Menino bobo leseira
Jogo de dano é bozó
Bote novo é miusaia
Recado escrito é biete
Escorpião é lacraia
Sujeito chato é cacete

Todo fanho é bode rouco
Moça velha é puruca
Vela pequena é cotoco
Negócio feio arapuca
Carro velho é loré
Dança de folé é forró
Quem nada sabe é mané
 Ficou tonto tá zoró






Meu fracasso - Jackson do Pandeiro (O dono do forró – 1971)

Perdi aquela rosa perfumada
Fiquei sem a minha amada
A quem dei meu coração
O que me resta é a saudade no meu peito
Deste amor que foi desfeito
Sem ter motivo ou razão

E hoje não tenho mais alegria
Se vivo na boemia
Há um motivo pra isso

Se bebo é pra esquecer meu fracasso
E você no meu lugar
Também faria o que eu faço.

A saudade dói - Ary Lobo (Ary Lobo - Coletânea)

Se Deus quiser vou voltar pra minha terra
A saudade fez meu peito se machucar

Eu escrevi pra mamãe
Dizendo como é que eu vou
Gozando muita saúde
Vivendo em paz no amor
Mais a saudade que dói
Chegou no meu coração
Chegou e falou mais alto
Eu aqui não fico não

Se Deus quiser vou voltar pra minha terra
A saudade fez meu peito se machucar

Eu vou deixar meu adeus
Pra essa gente querida
Que sempre me acolheu
E tanto faz de guarita
Mais a saudade que arrasa
Veio tirar minha paz
Fazendo eu voltar pra casa
Com uma mão na frente e a outra atrás.

Corrida da vida - Messias Holanda (A Volta do Forrozeiro - 1995)

Para que ter egoísmo
Sentir-se orgulhoso com tudo que tem
Se a vaidade te ilude
Mas sem a saúde não somos ninguém
Para que tanto dinheiro
Se o mais certeiro o futuro é a morte
Se um é pobre outro é rico
Não fique oprimido pois esse é a sorte
Mas no livro do justo
O ricaço e o mendigo são todos iguais
Na corrida da vida
Quem larga na frente é quem chega atrás
Hoje estou sofrendo
O martírio que a própria vida me conduz
Mas feliz o cristão
Que na terra carrega um pouquinho da cruz.


quarta-feira, 22 de abril de 2020

Onde você for eu vou - João Gonçalves (Bicho macho - 1979)

Vão me criticar por isso,
Mas só vou se ela for
Ela é meu compromisso
Ela é o meu amor

Plact, cuplaco, na garupa do cavalo,
Monte a espora e se prepare pro embalo

Bote meu bem na garupa
Onde tem forró eu vou
Mas se alguém paquerar ela
Trigui para o tocador

Eu vou na sela e ela vai atrás
Segura em mim, não tem medo de cair
Como é gostoso cavalgar lá na fazenda
Na garupa uma morena e um forró pra gente ouvir.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Retrato da vida - Dominguinhos

Esse matagal sem fim
Essa estrada, esse rio seco
Essa dor que mora em mim
Não descansa e nem dorme cedo
O retrato da minha vida
É amar em segredo
Não quer saber de mim
E eu vivendo da tua vida
Deus no céu e você aqui
A esperança é quem me abriga
Esses campos não tardam em florir
Já se espera uma boa colheita
E tudo parece seguir
Fazendo a vida tão direita
Mas e você o que faz
Que não repara no chão
Por onde tem que passar
E pisa em meu coração?
O teu beijo em meu destino
Era tudo o que eu queria
Ser teu homem, teu menino
O ser amado de todo dia.

Tenho sede - Dominguinhos (Domingo Menino Dominguinhos - 1976)

Traga-me um copo d'água, tenho sede
E essa sede pode me matar
Minha garganta pede um pouco d'água
E os meus olhos pedem teu olhar

A planta pede chuva quando quer brotar
O céu logo escurece quando vai chover
Meu coração só pede o teu amor
Se não me deres, posso até morrer.

Um mundo de amor - Marinês (Sonhando com meu bem - 1970)

Eu de repente vi
Surgir no meu caminho
Um amor tão lindo assim
E cheio de carinho

Dentro de mim vivia
Tamanha solidão
Mas expulsei
De uma vez do coração

Agora dá tristeza
Não resta nem lembrança
É um mundo de amor
Cheio de esperança

Agora é só cantar
Paz no meu coração
Adeus tristeza,
Adeus solidão.

sábado, 26 de outubro de 2019

Campina Grande - Marinês (Canção da fé - 1972)

No dia x da semana
No mês dos doze do ano
Numa casa, numa rua
Num bairro, numa cidade

Na maior simplicidade
Uma criança nasceu
Botou a boca no mundo
Gritou que havia chegado
Confesso meio acanhado
Aquele grito era meu
Ali eu olhei o mundo
Bem do alto de uma serra
Onde fica a minha terra
No topo da borborema

Não há versos nem poemas
Que possam cantar em rimas
Os dias que ali em cima
Eu vivi quando criança
Saudade nasce a distância
Campina grande campina
Sou menina ainda deus menina
Dos tempos da minha infância

Falado: Minha Campina grande, da minha infância, recordando tudo que fomos. Eu que resolvi não mais curtir essa saudade sozinha, e por isso, vai meu desabafo nessa canção.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Uma prece para os homens sem Deus - Gordurinha (Gordurinha - 1968)

"Guerra ou paz, eis o dilema. Entre uma e outra, a inquietação. Essa dispneia coletiva, essa asfixia em forma de interrogação. E nós precisamos de uma coisa só: fé comum a todos. Precisamos remover a montanha do ceticismo e da indiferença. Precisamos degelar esta cordilheira de ódios e incompreensões."

Meu deus,
Por que é que nesta terra
Pedem paz e fazem guerra
E fazem guerra pela paz?

Meu deus,
Por que é que os homens agem
Sempre em nome da coragem
E apunhalam só por trás?

A fortuna correndo atrás
De quem já tem dinheiro
E o faminto se foge da fome
Ela vai atrás

Oh, meu deus, o sertão está seco
Só chove na praia
O oceano está cheio d´água
Não precisa mais

Muita gente com a reza na boca
E o ódio no peito
O cristão fazendo mal feito
Com a bíblia na mão

A ganância na terra entre os homens
Gerando conflitos
E a ciência a serviço do mal e da destruição

Meu deus, anulai a profecia
Pois o mundo qualquer dia
Vai mergulhar num vulcão
Meu deus, aumentai a nossa crença
Pra que o homem se convença
Que o mundo inteiro é cristão.

Poeira de morte - Gordurinha (Mamãe! Estou agradando - 1961)

Tá vendo essa roupa cáqui
Já foi branca meu patrão
Acontece que eu vim de longe
Em cima de um caminhão

E a poeira do norte
Naquela estrada de morte
Tem dó de mim meu patrão
E vê se ajuda seu irmão

Eu quero trabalhar o dia inteiro
Nem que seja pra ganhar um tostão
Eu já não posso mais
E voltar atrás eu não quero não

Chega de viver torrado
pelo sol malvado que só quer matar
Chega de dizer que a fome
É direito do homem que não quer roubar
Patrão não estou aqui
Não foi pra divertir e nem ver carnaval
Apesar do que sofri no norte
Sou caboclo forte quero trabalhar

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Chico chora - Jackson do Pandeiro (Sina de cigarra 1972)

A mulher foi fazer compra
Não voltou até agora
Por isso é que o Chico chora

Chora Chico, Chico chora
Com saudade de Aurora

Assim que ele chegou em casa
Foi dizendo a ele eu vou embora
Por isso é que o Chico chora

Chora Chico, Chico chora
Com saudade de Aurora

O Chico anda da cozinha para a sala
Da sala para a cozinha e não vê Aurora
Por isso é que o Chico chora

Chora Chico, Chico chora
Com saudade de Aurora

Quando é noite de frio
O Chico não agüenta ficar sem Aurora
Por isso é que o Chico chora

Chora Chico, Chico chora
Com saudade de Aurora


segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Sauadde da boa - Flávio José (Sem ferrolho e sem tramela - 1997)

Quando penso em você
Meu olhar se enche d'água
Não tenho um pingo de mágoa
É só saudade da boa
Que fica
Na lembrança de um beijo
Do abraço
Que ninguém me deu igual
Da noite que valeu por todas
Que eu vivi
O tempo foi passando
E eu fiquei
Por todos os amores
Aonde andei, tentei
Mas nunca deu pra esquecer
De ti
Ai! ai! meu coração
Passa dia mês e ano
Não consigo te esquecer
Ai! ai! meu coração
Ainda bate apaixonado
Com saudade de você.

sábado, 31 de agosto de 2019

Coxixuxa - Assisão (Forró diferente - 1976)

Sei que tem forró
O salão esta cheio de mulher
Sei que tem forró
Tá do jeito que a juventude quer

Vamos pra lá
Tem sanfona, triangulo e zabumbeiro
Meia noite se apaga o candeeiro
O forró cada vez mais animado
Daí por diante
Ninguém pode suportar
O coxixo das meninas
A noite inteirinha sem parar

É no coxixo xixoxixo  é no coxixo xixuxá
O forró tá bom e vamos até o sol raiar.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Forró danado - Chico Amaro (Forró danado - 1986)

É no batuque do zabumba
É no roncado do fole
Da meia noite em diante
Todo mundo bole
Todo mundo bole
Ninguém quer ficar parado
É um fungado da moléstia
É um sacolejado
É um sanfoneiro tocando
É o povo animado
Logo alguém fica falando
Ai que forró danado

Ai que forró danado
Ai que forró danado
Logo alguém esta falando
Ai que forró danado

E quando é no outro dia
Já tudo enfadado
Só o senhor dono da casa
Que esta zangado
Porque vê o sanfoneiro
De dedo trincado
Caprichando na sanfona
De olhos vidrados
E ainda se ouve o grito
Em todo povoado
E alguém ainda falando
Ai que forró danado.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Mãe é sempre mãe - Bezerra da Silva (O rei do côco vol.2 - 1976)

Verdadeiro amor
Que se tem na vida
Só existe um
É o da nossa mãe querida

Mãe é um grande tesouro
Cheio de sublimação
É o segundo nazareno
Na história do perdão

Nossa mãe é sempre mãe
Na alegria e na dor
Ela ama o seu filho
Seja lá ele o que for

Se seu filho for ministro - (Se o seu filho for na vida)
Diplomata ou capitão     - (Um homem de projeção)
Sua mãe sente prazer     - (Sua mãe sente o orgulho)
Deste grande cidadão    

Mas se for um delinquente - (E se for um transviado)
Que tem má reputação       - (Que não tem reputação)
Sua mãe lhe abraça e beija
Com o mesmo coração.

P.S.: Provavelmente a primeira gravação está no álbum "A braza do norte - 1967" do Jackson do Pandeiro, com o título de "Verdadeiro amor" composição de José Bezerra.

P.S.1: Nessa gravação do disco "O rei do coco vol.2 foi acrescida a 3ª estrofe.

P.S.2: Houve alteração da letra na 4ª e 5ª estrofe. Entre parênteses a versão do Jackson do Pandeiro.

P.S.3: Bezerra voltou a regravar essa música (com o andamento mais pra trás) no álbum "Cocada boa - 1993) com o título de "O segundo nazareno". Alterou algumas palavras da letra.

Verdadeiro amor - Jackson do Pandeiro (A braza do norte - 1967)

Verdadeiro amor
Que se tem na vida
Só existe um
É o da nossa mãe querida

Mãe é o grande tesouro
Cheio de sublimação
O segundo nazareno
Na história do perdão

Se o seu filho for na vida
Um homem de projeção
Sua mãe sente o orgulho
Deste grande cidadão

E se for um transviado
Que não tem reputação
Sua mãe lhe abraça e beija
Com o mesmo coração.

sábado, 24 de agosto de 2019

Lei da compensação - Jackson do Pandeiro (A alegria da casa -1962)

Severino "Serrotão", lá de Campina Grande
Freqüentava toda dança em Bodocongó
Na volta de Zé Leal era bem respeitado
E lá na rua do Arrojado ele estava só

Certa vez apareceu um tal de "Garrafão"
E topou com "Serrotão" um certo bafafá
Quatro murro, quatro queda, desapareceu,
Porque "Serrotão" lhe deu mesmo pra matar
"Garrafão" virou "Garrafa", fugiu lá de Campina,
Passou a ser chamado "vidro de penicilina".

Existe no mundo, meu irmão
A lei da compensação

Mas um dia atrás do outro é coisa muito boa,
"Serrotão" foi aumentando a sua valentia.
Na cintura ele trazia pistola e peixeira
E soltava brincadeira com a polícia.

Certa vez no Bar da Caça, "Serrotão" estava
Entrou o Cabo Vaqueiro com destacamento
Meteu a lenha pra cima, deu como queria
"Serrotão" pegou a tria, disse "eu não agüento"
De Campina ele mudou-se pra Euclides da Cunha
Passou a ser chamado "serrinha de aparar unha".

Existe no mundo, meu irmão
A lei da compensação

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Preferiu a boemia - Abdias (Eu de cá, você de lá - 1968)

Tenho pena da minha Maria
Preferiu a boemia
E deixou o nosso lar
E hoje ela vive lamentando
Nas ruas perambulando
Bebendo nas mesas de bar

Ela não quis mais viver comigo
Eu não sou seu inimigo
Porque ela procedeu assim
Ela sente remorso
E de mim nunca se esquece
Mas quando a cabeça não pensa
E o corpo que padece.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

O castigo da seca - Ary Lobo (Aqui mora o ritmo - 1960)

Passou o mês de janeiro
E não choveu no sertão
Já é sinal que a seca
Chegou tomar posição
É o começo do fim
É muita gente sem pão
É raio de sol ardente
Queimando a face do chão
Aonde o sol faz morada
A chuva não pode entrar
Somente a seca malvada
Reside ali no lugar
Isso é que é sofrimento
Isso é que é padecer
Vê o açude sem água
E a plantação se perder
O resto você já sabe
Não é preciso dizer.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Pequenininha - Trio Forrózão (Trio Forrózão - 1998)

Quando a gente tem um amor
E não sabe onde ele está
É uma saudade imensa
A gente se aguenta
E não quer chorar

Tem dó
Pequenininha tem dó
Pequenininha tem dó
Eu não quero chorar

Mas quando a gente se vê
É uma alegria sem fim
A gente pega a saudade
E manda ao longe assim.

sábado, 6 de julho de 2019

Foi bom te amar - Trio Xamego (Forró agarradinho - 2001)

Foi bom demais pra mim te amar
Embora leve no peito uma dor
Valeu a pena sonhar
Foi uma pena acabar
O que a gente nem começou

Você mentiu me enganou
Dizendo que o seu amor
Não era de mais ninguém
Juro que acreditei
Com tudo me apaixonei
Pelo seu jeito também
Na vida nada é perdido
Pra tudo tem um sentido
A gente tem que aprender

Não sei por que tô chorando
Sofrendo tanto e pensando
O tempo todo em você